segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Quero transfundir teu sangue pra esse meu coração que é tão vagabundo.



[Antes de tudo, mals pela ausência. É tanta felicidade que me faltam palavras. ]
Espera-se 1 hora na fila de um banco. Espera-se a noite passar pra chegar uma nova manhã. Espera-se o cafezinho expresso ficar pronto no bar. Espera-se 9 meses por uma nova vida. Espera-se o lançamento de um novo CD. Espera-se um show do U2 no Brasil. Espera-se pelo filme mais sensacional. Espera-se pelo primeiro beijo. Pela primeira vez. Pelo capítulo final da novela. Pelas memórias póstumas do seu poeta favorito. Pela aprovação no vestibular. Por comprar seu primeiro MP3. Seu primeiro celular. Seu primeiro carrinho de corrida. Espera-se pelo pedido de casamento. Pela viagem de lua-de-mel. Pela hora em que os pais não estarão em casa e vc ficará sozinha[o] com ele[a]. Espera-se pela festa de 15 anos. Pelo pão quentinho da padaria. Pela hora de chegar. E pela hora de partir. Espera-se ver sua primeira ópera. Ou seu primeiro baile funk. Pelo nascimento dos seus filhos. Ou sobrinhos. Ou os filhos da sua amiga. Espera-se 80 anos por um vinho. Espera-se para reencarnar. E para morrer. Espera-se no sinal de trânsito. Para bater uma foto. Pra voltar à superfície depois de um mergulho. Espera-se o resultado do jogo. Espera-se pra fazer cocô até. Espera-se que sua irmã devolva sua calça. Espera-se 4 anos pra se formar na faculdade. E outros tantos pra virar doutor. Espera-se ganhar mais dinheiro. E ver esse país melhorar. Espera-se sua mãe parar de te pedir pra lavar a louça. Espera-se por dormir um dia inteiro. Espera-se pelo próximo carnaval. Espera-se pra ver uma orquídea florescer. Ou um girassol. Espera-se o cabelo crescer. Pra cortar de novo. E pelo próximo show dos Los Hermanos no Rio. Espera-se a próxima viagem pra Santa Catarina. Espera-se pra ver uma estrela cadente. E passar na pior matéria do período. Eu detesto esperar. E precisei fazer isso por 21 anos pra dizer que te amo.



"You've got that look again
The one I hoped I had when I was a lad
Your face is just beaming,
Your smile got me boasting, my pulse roller-coastering
Anyway the four winds that blow
They're gonna send me sailing home to you
Or I'll fly with the force of a rainbow
The dream of gold will be waiting in your eyes
You know I'd do most anything you want
Hey I, I try to give you everything you need
I can see that it gets to you
I don't believe in many things
But in you I do."
Já um mês e esse amor tem tanta força que me parece que te amo por toda essa vida.
E perdoem essa mulher apaixonada... Tenham paciência... Os apaixonados mal sabem quem são. Quanto mais o que escrevem. Até a próxima. =]

domingo, 1 de outubro de 2006

Me leva, amor.

[Já falei tantas vezes do verde dos teus olhos...]
Eu mais do que nunca sei que as coisas acontecem quando têm que acontecer. Na sua medida exata. Na nossa medida exata. E, quando a esperança persiste, por justamente aquela que bate as botas por último [ou nem bate!], cá estou eu, novamente, acreditando que isso é possível. Porque, por algum motivo, aconteceu comigo. E então, ao meu amorzinho. [O nosso amor é novo, é o velho amor ainda e sempre.] Pro que der e vier. Comigo.
Se você vier pro que der e vier comigo
Eu te prometo o sol... se hoje o sol sair
Ou a chuva... se a chuva cair.
Se você vier até onde a gente chegar
Numa praça, na beira do mar,
Um pedaço de qualquer lugar,
Neste dia branco, se branco ele for
Esse tanto, esse canto de amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo.
Se branco ele for
Esse canto, esse tanto, esse tão grande amor, grande amor
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo.
Dia Branco - Geraldo Azevedo.


Até breve, amigo.

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Que assim seja.



Jorge sentou na praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu tambem sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal.

Armas de fogo, meu corpo nao alcançará
Espadas, facas e lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas,correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

Jorge é de capadocia, viva Jorge
Jorge é de capadocia, salve Jorge

Perseverança, ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor
Perseverança, ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum
Ogam, Ogam toca pra Ogum
Jorge é da capadocia
Jorge é da capadocia
Jorge é da capadocia
Jorge é da capadocia.

Jorge de Capadócia - Jorge Ben Jor


E que Deus nos proteja. Sempre.

domingo, 3 de setembro de 2006

A little girl with nothing wrong and she's all alone.




Gaste todo seu tempo esperando
Por aquela segunda chance,
Por uma mudança que resolveria tudo.
Sempre há um motivo
Para não se sentir bom o bastante,
E é difícil no fim do dia.
Eu preciso de alguma distração.
Oh, perfeita liberação
A lembrança vaza de minhas veias...
Deixe-me vazia
E sem peso e talvez
Eu encontrarei alguma paz esta noite.

Nos braços de um anjo,
Voe para longe daqui,
Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Que você encontre algum conforto lá.

Tão cansado de seguir em frente,
E para todo lugar que você se vira
Existem abutres e ladrões nas suas costas,
E a tempestade continua se retorcendo.
Você continua construindo a mentira
Que você inventa para tudo que lhe falta
Não faz nenhuma diferença
Escapar uma última vez.
É mais fácil acreditar nesta doce loucura, oh
Esta gloriosa tristeza que me faz reconhecer a derrota.

Você está nos braços de um anjo.
Que você encontre algum conforto aí.

Angel - Sarah Mclachlan

Por todas as vezes em que preciso descansar. Pelas vezes em que preciso pensar sozinha. Estar sozinha. Olhar sozinha. Pelo cansaço. Pela falta de tempo. Pelas belas descobertas diárias. Por Deus me olhar de canto de olho. Pelas palavras. Pelos amigos. Por quem eu não conheço. Pelo riso. Pela dança. Pelo frio. E pela ausência. Pelo vazio. Por nunca desistir. Que eu encontre, então, algum conforto por aqui.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Invasão ( olha eu aqui!!! rsrs!!)

Bom, primeiro lugar para você que se pergunta quem é o invasor...Digo que sou eu, Jullyana, a invasora...rs! Conheci a Carol na net, no mundo dos blogs...
Ela é muito doida!!!Mas também muito gentil [Onde já se viu, dar a senha e o login pra uma pessoa que você literalmente nunca viu mais gorda?]( ahahaha)
Isso foi prova de confiança e amizade [ que eu agradeço e reconheço muito, muito e muito!!].
Eu resolvi escrever [ desabafar e registrar] sobre o que demorou tanto tempo para ser contruído dentro da minha cabeça maluca...E ela deixou eu pegar meu giz e rabiscar aqui, no chão lindo dela...Olha que chic! rs!

Carol amiga, te adoro elevado ao oito deitado!!!!!!!!!!!

Então, lá vai:


Carta à você que não está...

Semana passada assisti a duas aulas com a mesma professora, ela é psicóloga e abriu a minha cabeça de uma maneira fantástica, quase milagrosa. Ela explicou a diferença entre cuidar e proteger e também explicou o que é acolher, pensando muito nisso eu queria dizer a você o que eu nunca disse antes:

Eu por muito tempo protegi você e de certa forma, foi por isso que brigamos tantas vezes e adiamos o tanto de realizações que irão ocorrer, mesmo que não nos mexamos pra isso...Destino? Sei lá. Dança das estações...Quando a gente protege alguém, simplesmente traçamos o caminho desejado por nós, dizemos como e fazemos ao objeto de nossa proteção uma violência, pois estamos brigando com a natureza dessa pessoa, que tem o direito de escolher como vai agir e se vai agir...Então, vendo que minha proteção não dava jeito, resolvi então, cuidar...Largar um pouco, simplesmente dizer o que eu achava que seria certo, mas deixando que decidisse por onde você queria ir. E assim eu fui infeliz, porque você é uma pessoa e eu sou outra. Somos muito diferentes naturalmente e com isso, suas decisões nunca eram como eu esperava...Suas atitudes também... E eu me decepcionava sempre...
Meu querido, só agora eu entendo qual é o meu papel: eu te acolho!
Porque quando eu te acolho, eu aceito que esteja frio, mas que você não queria usar casacos e luvas. Eu aceito que as pessoas ajam de forma leviana em relação a você por mais tempo, sem que se tome uma atitude simplesmente, porque você mesmo deve achar a sua melhor saída. Você mesmo é o senhor do seu destino e das suas decisões. E eu acolho, os seus defeitos, suas milhões de qualidades e, sobretudo: você, de uma forma geral, como ser humano complexo e rico em experiências e soluções que só de dentro de você podem surgir... Eu te acolho porque não há perfeição e sim respeito ao modo de vida de cada um. Eu te acolho, porque eu amo você! Não importa o que aconteça, não importa o que haja...Gostaria que algum dia me acolhesse também.
Beijos!
Jullyana

Amo-te
“Amo-te quanto em largo, em alto e profundo
Minha alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.
Amo-te em cada dia, hora e segundo
À luz do sol, na noite sossegada,
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.
Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida.
E, assim Deus o quiser,
Ainda mais te amarei depois da morte”.
Elizabeth B. Browning
Tradução: Manuel Bandeira

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

[ ]

"Vazio agudo. Ando meio cheio de tudo."

Leminski



E alguém pode me explicar isso!? Pq eu tô de saco cheio.




Até. =/

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Há metafísica bastante em não pensar em nada.



"Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
[Pensar é estar doente dos olhos]
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo."
O Guardador de Rebanhos - II - Alberto Caeiro
Me dei de presente de aniversário um livro do Fernando Pessoa chamado "Poesia Completa de Alberto Caeiro." Mais um corte na minha Lista dos Desejos. O Caeiro é pra mim um mentor. Um espelho quando eu quero enxergar as coisas de forma simples. Porque ele é simples também. Ele é prático, não cansa. Ele mostra/enxerga as coisas com clareza, que muitas vezes parece que tudo é óbvio. Vim pedir ajuda a ele mais uma vez. Só que dessa vez, de uma forma um pouco desesperada. Fui exatamente no "Guardador de Rebanhos" pra buscar um pouco de paz. Porque ultimamente [o que pode estar sendo causado pelas férias... aff... maldito ócio] eu só consigo pensar e pensar e pensar. Mas os pensamentos são pesados demais, exigentes demais, e muitas vezes, me deixam sem resposta alguma, me desgastam e me põem medo. Eu estou mentalmente cansada. Já descansei o que tinha pra descansar fisicamente, mas o mental não parou. Piorou, na verdade. Tem dias que a cabeça chega a doer. E isso causa uma transformação tão grande por dentro que muitas vezes, eu só consigo ficar em silêncio. Eu estou realmente muito cansada. São tantas questões, tantas indefinições... Quero que as aulas recomecem porque eu sei que assim meus pensamentos serão úteis. Me farão sentir-me útil. Quero sair de manhã cedo e voltar, lá no final do dia, com a sensação de dever cumprido, com aquele cansaço explícito nos olhos e nos ombros, quero tirar meus tênis e sentir o chão do meu quarto com os pés. Sem pensar em nada do que me atormenta. Na difícil responsabilidade que assumi. Mas uma coisa é certa: foi uma responsabilidade pensada, "querida". E por isso, eu irei até o fim com ela. Só quero minha rotina de volta, porque ela é um sinal de segurança, onde eu pondero meus pensamentos, intercalo com as responsabilidades profissionais, e as coisas tem hora e ordem na minha cabeça. É isso que eu quero. Quero ordem aqui dentro! Quero assumir a responsabilidade que escolhi de forma correta e não desesperada. Eu não combino com o desespero. Eu não sei ver as coisas em desespero. Eu prefiro lucidez. Eu quero não pensar agora. Pra me matar de pensar depois. Na hora certa. Eu quero viver o agora. Eu quero viver. Agora.
"E eu, pensando em tudo isto,
Fiquei outra vez menos feliz...
Fiquei sombrio e adoecido e soturno
Como um dia em que todo o dia a trovoada ameaça
E nem sequer de noite chega..."
O Guardador de Rebanhos - IV - Alberto Caeiro

domingo, 23 de julho de 2006

Dá-me luz, ó deus do tempo!

"E saiba que forte eu sei chegar. Mesmo se eu perder o rumo."

"E eu que já não sou assim muito de ganhar, junto as mãos ao meu redor, faço o melhor que sou capaz, só pra viver em paz."
Hoje eu faço 21 anos. Tudo bem, já começa aqui a responsabilidade dessa vida [como se já não tivesse começado antes... só que agora, tem a visão da sociedade...] e a consciência de fazer certo.
Hoje também acordei e ganhei os abraços mais queridos daqueles que estão comigo nesses 21 anos. E isso sim é que é o verdadeiro presente.

E hoje vejo mais um ciclo terminando pra outro começar. Talvez esse dia 23 seja o dia que não conta em nenhum desses 2 ciclos. É o "dia da transição". É o dia de férias! Rs. Meu dia.

Quanta coisa aconteceu nesse último ciclo. Meu Deus, quanta mudança na minha vida. E devo agradecê-Lo... Pela faculdade, pelos grandes e melhores amigos que fiz lá, pelos amores que encontrei lá, pelo crescimento que veio por tabela, pelo aprendizado de cada dia [!!!!], pelas responsabilidades [já dizia o Homem-Aranha que grandes poderes trazem sempre grandes responsabilidades. Sei bem.], pelos velhos amigos que permanecem, pela poesia de cada dia, pela minha família de sempre e pra sempre, pelas derrotas, pelas tristezas, pelo caminho, pelo futuro e por eu poder estar aqui, pela Sua permissão, e aproveitar cada coisa dessa. Obrigada, meu Deus.

Obrigada pela minha vida.



Posso ouvir o vento passar
Assistir à onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver
Eu pensei que quando eu morrer
Vou acordar para o tempo
E para o tempo parar.
Um século, um mês
Três vidas e mais
Um passo pra trás?
Por que será?
Vou pensar.
Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber?
Não te dizer o que eu penso
Já é pensar em dizer.
E isso, eu vi, o vento leva!
Não sei mas sinto que é como sonhar
Que o esforço pra lembrar
É a vontade de esquecer
E isso por quê?
Diz mais!
Se a gente já não sabe mais rir um do outro, meu bem
Então o que resta é chorar
E talvez se tem que durar
Vem renascido o amor, bento de lágrimas.
Um século, três,
Se as vidas atrás são parte de nós
E como será?
O vento vai dizer lento o que virá
E se chover demais a gente vai saber,
Claro de um trovão,
Se alguém depois sorrir em paz.
(Só de encontrar...)

O Vento - Los Hermanos.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Teu cheiro morando em meus pulmões.




Meu peito finalmente se enche do ar que contém o cheiro que sempre procurei. O meu cheiro exato e preciso. Nesse momento, sinto como se existisse realmente o infinito. Porque eu te abraço tão forte, meu peito cresce e agora está em mim o teu cheiro. Não sei querer outra coisa agora. Não sei escrever sobre outra coisa agora. Só quero pensar e sentir. Recarregar minha bateria com o teu cheiro. Fazer dele a minha companhia à noite. Eu só quero pensar que só existe ele no mundo. [Porque o universo eu já conheço bem.] Eu sei que só existe ele no mundo.

Preciso do teu cheiro.
Ana Carolina Biavati.
"Agora que sinto amor
Tenho interesse nos perfumes.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver."
Alberto Caeiro.

sábado, 1 de julho de 2006

Eu trocaria a eternidade por essa noite.

Vincent Van Gogh
"Now that she's back in the atmosphere
With drops of Jupiter in her hair
She acts like summer and walks like rain
Reminds me that there's a time to change
Since the return of her stay on the moon
She listens like spring and she talks like June

But tell me did you sail across the sun
Did you make it to the milky way
to see the lights all faded
and that heaven is overrated
Tell me did you fall for a shooting star
one without a permanent scar
and did you miss me
while you were looking for yourself out there.

Now that she's back from that soul vacation
Tracing her way through the constellation
She checks out Mozart while she does Tae-bo
reminds me that there's room to grow
Now that she's back in the atmosphere
I'm afraid that she might think of me as
plain or jane told a story about a man
who was too afraid to fly so he never did land

Tell me did the wind sweep you off your feet
Did you finally get the chance to dance
along the light of day
and head back to the milky way
And tell me did Venus blow your mind
Was it everything you wanted to find
and did you miss me
while you were looking for yourself out there."

Trecho de Drops of Jupiter - Train



"Ele tem uns olhos de universo, infinitos, que escondem mil galáxias, buracos-negros e estrelas. Quando esqueço de olhar para cim,a olho pra frente e encontro aquelas coisinhas brilhantes piscando pra mim. Meus olhos são calmos apenas. São brancos com um marrom que finge ser uma borda escura de enfeite. E são fáceis de se encantar. São tão bobinhos! Porque quando eles vêem os dele, já se perdem sem antes mesmo pensar. Nesse universo que por pura pretensão já é meu, meus olhos descansam. Essa mansidão permite que eles sonhem. E nessa noite de raras estrelas, são os olhos dele [dono de todos os cometas], que brilham pros meus e me trazem todo o céu."
Ana Carolina Biavati