domingo, 23 de outubro de 2005

Te amo como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma.

"... Te amo sem saber como, nem quando, nem onde. Te amo diretamente sem problemas nem orgulho. Assim te amo porque não sei amar de outra maneira, senão assim deste modo que não sou nem és."
Don Pablo Neruda


"As coisas mais profundas jamais mudaram; a identificação que tive, o reconhecimento, a paixão do 1º encontro - tudo isso continua igual, e assim continuará para sempre. Eu a amarei por toda a eternidade, com já a amava muito antes de vê-la pela 1ª vez, e chamo isto de Destino."
Kahlil Gibran



E assim começo hoje esse texto. Antes, pra dizer que aqui está meu sentimento. Que assim como tentou não aparecer, tentou desaparecer. Mas eu digo pra vc que ele é extremamente grande. O suficiente para continuar. E acreditar. Esses 2 trechos, de poetas que amo tanto, justificam e explicam o que [ainda] sinto. E posso dizer que é recíproco.


Agora, esse texto vai falar tbm do dia histórico e memorável de ontem. Não são necessários detalhes aqui, até pq os detalhes estão guardados no coração, mas necessito dizer que ontem foi um dos melhores dias da minha vida: meus grandes amigos passaram o dia comigo na minha casa. Pode parecer idiota, mas não é. Pq vc há de concordar comigo que passar o dia ao lado daqueles que amamos é sempre perfeito. E foi exatamente isso que senti. Sabe aquela sensação de felicidade que te invade, que não te permite dormir direito de ansiedade, que te move a fazer tudo!? Então. E te digo, com um puta sorriso nos lábios, que ontem foi um dos melhores dias da minha vida sim. Então, aqui agradeço aos meus amigos. Pela companhia de todos os dias, pelas piadas internas, pela compreensão e pela força, pelas músicas, pela cumplicidade, pelas fotos e gargalhadas, pelas provas em que posso olhar pro lado e eles estão lá, pelas mensagens no celular e por já fazerem parte da minha vida de forma tão intensa. Obrigada, meus amigos. Talvez sem pessoas como vcs, jamais poderiamos dar um passo à frente.


Confesso que escrevi pouca coisa hoje, de fato. Até pensei num poema. Mas o turbilhão de emoções é tão forte que minhas palavras se perderiam. E tenho absoluta certeza disso. Mas eu preciso dizer que eu estou completamente feliz. E que cada coisa que eu vejo tem um milagre dentro. Um milagre que eu deixei de acreditar há algum tempo. E que agora me parece tão simples e óbvio. Não que eu esteja tripudiando disso, muito pelo contrário, prefiro as coisas simples. Mas, em contra-partida, prefiro as coisas subliminares, as coisas indeclaradas, as coisas secretas... E aqui sigo eu, em todos os dias, declarando minhas coisas indeclaradas, escancarando o muito que trago aqui dentro. Mas essa é uma das coisas principais: nos delcarar... Então, com todo o ânimo que tenho e todo o fôlego e o ar que enchem meus pulmões, grito ao mundo: "Esse coração não consegue se conter ao ouvir tua voz. Pobre coração, sempre escravo da ternura..." Esse coração encontra-se habitado. Esse coração encontra-se apaixonado. E assume isso.

É isso, querido leitor. Esse coração encontra-se dessa maneira. E está extremamente feliz por saber disso. Até a próxima! =]

9 comentários:

Cláudia Campelo disse...

A paixão é o que move também o estático. Sempre amor, sempre paixão.
como sempre, tudo de bom.
Formas diferentes de dizermos as mesmas coisas.
O mútuo. Sempre.
Fã de carteirinha, como sabes.
Beijo grande.

Anônimo disse...

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles

Sei do que vc fala e sinto como vc, aliás eu, vc , a doce Cecília e todos os que prestam atenção ao espetáculo da vida ! A mágica que acontece diariamente bem em frente as nossa janelas, e que por diversas vezes, por motivos tantos, nem percebemos. Então com todo esse carinho que tá aí cultivado no seu coraçãozinho, leia o texto de Cecília de novo, bem d e v a g a r e bem baixinho, é quase uma oração.

Bom pra vc, todos os dias !

La Belle du Jour

Anônimo disse...

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles

Sei do que vc fala e sinto como vc, aliás eu, vc , a doce Cecília e todos os que prestam atenção ao espetáculo da vida ! A mágica que acontece diariamente bem em frente as nossa janelas, e que por diversas vezes, por motivos tantos, nem percebemos. Então com todo esse carinho que tá aí cultivado no seu coraçãozinho, leia o texto de Cecília de novo, bem d e v a g a r e bem baixinho, é quase uma oração.

Bom pra vc, todos os dias !

La Belle du Jour

Giovani disse...

Muito bom ler isso, menina. Que bom que está feliz. Eu também estou por causa de você! [e tu tá me devendo um cinema! EUIHAUEI!]Beijos.

Juliana disse...

Amigos pela fé

Quem me dará um ombro amigo quando eu precisar?
E se eu cair, se eu vacilar, quem vai me levantar?
Sou eu quem vai ouvir você, quando o mundo não quiser te entender.
Foi Deus que te escolheu pra ser, o melhor amigo que eu pudesse ter.
Amigos pra sempre, amigos que nasceram pela fé
Amigos pra sempre, para sempre amigos sim, se Deus quiser.
Quem é que vai me acolher, na minha indecisão?
Se eu me perder pelo caminho, quem me dará a mão?
Foi Deus quem consagrou você e eu para sermos bons amigos num só coração.
Por isso eu estarei aqui, quando tudo parecer sem solução.
Peço a Deus que te guarde e te dê tua paz...

[Anjos de resgate]

Carolzita, eu compartilho da sua alegria, pois aquele sábado também significou muito pra mim. É ótimo estar na presença de amigos verdadeiros. "Fodicidade"... rssss
Essa música fala por mim...
Bjo grande!!!

Rafael disse...

isso!!! vai!!! se assume!!! se libera!!! AUAUhHAuhAhUHAuhAUahu!!! brincadeiras à parte, vc sabe q eu sei mais ou mesnos como é isso... e o quanto eu espero por um momento como esse ou até melhor... aproveite isso pra investir e lutar pelo que vc quer... vai valer a pena!
e fiquei com ciúme, sabia??? queria ter estado aí tb pra compartilhar esse momento ótimo!!! :) quando chegar a minha vez (pq vai chegar) vc vai compartilhar tb, prometo...
beijões!!!!

Jullyana disse...

Oi Carol!!!!Amei esses oemas!!!!!!!!!!
beijos!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

ah ,tão bom saber que tm gente ainda de bom gosto e de alma nobre , que ainda tem a emoção de ver e perder tempo com coisas linda e de bom grado.adorei ter entrado aqui . pois´, ler esses poemas foi respirar um ar novo. grata!!!

Renata disse...

Eu rabisco o sol... que a chuva apagou...